
As poupanças que os portugueses tinham em Maio representam quase 8% do PIB nacional.
Os avisos dos especialistas e dos responsáveis nacionais sobre a necessidade de as famílias nacionais aumentarem a sua taxa de poupança parecem ter finalmente sido ouvidos pelos portugueses.
Segundo o Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica, a taxa de poupança das famílias portuguesas aumentou de 91,1 pontos em Abril para 97,5 pontos, em Maio, tendo sido a subida mais expressiva deste indicador desde o início do ano.
Uma evolução que vai ao encontro dos desejos do presidente do Tribunal de Contas, Guilherme Oliveira Martins, que durante uma intervenção numa conferência, em Abril, sublinhou que "se aumentarmos a poupança teremos um efeito positivo na economia. Não há receitas infalíveis, mas é indispensável que todos tomem consciência de que todas as medidas concretas que têm que ser adoptadas precisam de ser assumidas por todos".
Na mesma ocasião, o responsável deixou o alerta: "não podemos gastar mais do que podemos". Uma opinião que tem sido secundada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, que voltou a pedir aos portugueses cautela e poupança, durante o seu discurso nas comemorações do dia 10 de Junho.
Os dados do Indicador de Poupança APFIPP / Universidade Católica mostram que as poupanças dos portugueses correspondem actualmente a cerca de 7,8% do PIB nacional, acima da média histórica de 7,6
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