Terça-feira, 14 de Junho de 2011

'Crise vai durar muitos anos nos países periféricos'


O economista grego Costas Lapavitsas, que participou no documentário Dividocracia, diz que os políticos europeus estão mais interessados em proteger os bancos do que o emprego na Zona Euro.
Costas Lapavitsas defende que a crise da dívida nos países periféricos se deveu à quebra de competitividade, mas também ao financiamento barato dos grandes bancos europeus. Em entrevista ao SOL, salienta que as políticas da UE e do FMI se destinam a proteger os credores e a colocar o custo da crise sobre os cidadãos dos membros periféricos do euro. O economista é professor na Faculdade de Estudos Africanos e Orientais da Universidade de Londres. É colunista no jornal The Guardian e foi o economista principal do documentário Dividocracia, um filme sobre a crise da dívida na Grécia, que recebeu milhões de visitas na internet no primeiro mês em que foi lançado. Lapavitsas é também autor de dezenas de artigos académicos e de diversos livros, onde se destaca o último, Financialisation in Crisis, que será publicado em Espanha brevemente.
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